A 22ª ExpoPostos & Conveniência aconteceu de 8 a 10 de setembro de 2026 no São Paulo Expo, com mais de 250 marcas expositoras em 30 mil m² e expectativa de 24 a 30 mil visitantes. A pergunta que recebemos todo ano de donos de posto é a mesma: vale a pena ir? A resposta honesta, para a maioria dos revendedores, é não. E este artigo explica o porquê com números, não com opinião solta.
A Petrol Group acompanha a feira há mais de uma década e não expôs em 2026. Não expor nos dá liberdade para dizer o que a maioria dos expositores não vai dizer: a feira é boa para quem vende, e só às vezes para quem compra.
O que a ExpoPostos 2026 foi, em números
- Quando e onde: 8, 9 e 10 de setembro, São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5). Feira das 13h às 21h, Fórum Internacional das 8h30 às 13h30.
- Tamanho: mais de 250 marcas expositoras em 30.000 m². Organização da GL events, com realização da ABIEPS e da Fecombustíveis.
- Público projetado: 24 a 30 mil visitantes, dos quais a organização estima 36% de decisores diretos.
- Credenciamento: gratuito até 06/09; R$ 50 depois. O Fórum Internacional é pago à parte.
- Palestrantes de nome: Amyr Klink, Alexandre Schwartsman, Walter Longo e Mark Wohltmann no Fórum.
Os números são bons. O problema não é a feira. O problema é a conta que o dono de um posto faz antes de ir, e que quase ninguém faz.
A conta real de três dias em São Paulo
Para quem opera um único posto no interior do Paraná, de Goiás, de Minas ou do Nordeste, a viagem custa muito mais do que os R$ 50 do credenciamento. Somando passagem ou combustível, hotel na zona sul de São Paulo em semana de feira, alimentação, estacionamento no São Paulo Expo e, principalmente, três dias longe da operação, o custo real fica entre R$ 3.000 e R$ 6.000 por pessoa. Se vão duas pessoas, dobra.
Esse dinheiro só se paga se você fechar um negócio na feira que não conseguiria fechar de outra forma. E é exatamente aí que a maioria se decepciona.
Quem expõe na ExpoPostos, e quem não expõe
Olhando a lista de expositores de 2026, a esmagadora maioria é de fornecedores de equipamento, automação, combustível, lubrificante e conveniência: bombas, tanques, sistemas de gestão, meios de pagamento, clubes de fidelidade, geladeiras, cafeteiras. É uma feira de fornecedores vendendo para revendedores. Faz sentido para quem vai comprar dez bombas ou trocar o sistema de gestão de uma rede inteira.
O que quase não existe na feira é projeto, arquitetura, design e comunicação visual de postos. Em 250 expositores, você conta nos dedos de uma mão os que fazem isso, e nenhum dos escritórios que lideram o segmento no Brasil estava lá. Ou seja: se a sua dúvida é como reformar a pista, como padronizar a identidade visual da rede, como fazer o posto vender mais pela imagem, a feira não responde. Esse trabalho não cabe num estande.
O conteúdo do Fórum chega até você sem a passagem
O Fórum Internacional teve nomes de peso e temas relevantes: mobilidade até 2030, eletrificação, biocombustíveis, varejo de conveniência, gestão de pessoas. Mas as palestras viram matéria na imprensa do setor na mesma semana, os slides circulam nos grupos de revendedores e os próprios palestrantes publicam o essencial nas redes. Você lê o resumo em uma hora, na sua mesa, de graça.
O que a feira entrega que não chega até você é o contato pessoal. Isso tem valor real para quem está negociando contrato de bandeira, comprando equipamento em volume ou procurando fornecedor novo para uma rede. Para quem tem um posto e quer aprender, o valor é baixo.
Para quem a ExpoPostos vale a pena
- Redes com 5 postos ou mais que vão comprar equipamento ou tecnologia em volume e querem comparar fornecedores no mesmo dia.
- Quem está abrindo posto novo e ainda não tem fornecedor de bomba, tanque e automação. Ver tudo junto economiza semanas de cotação.
- Quem negocia bandeira ou bandeira branca e quer conversar com distribuidoras e associações cara a cara.
- Profissionais do setor (gerentes de rede, consultores, fornecedores) para quem a feira é trabalho, não despesa.
Para quem não vale
- Dono de posto único que vai para se atualizar. O conteúdo chega por outros caminhos e o custo é alto.
- Quem quer resolver imagem, projeto e comunicação visual. Não é o lugar.
- Quem já tem fornecedores e não vai comprar equipamento este ano. Você vai voltar com uma sacola de brindes e nenhum negócio.
- Quem não consegue deixar a operação por três dias sem perder controle de caixa e equipe.
O que fazer em vez de ir
Se o seu objetivo é fazer o posto vender mais, o caminho mais curto não passa por São Paulo. Passa por um projeto feito para o seu terreno, a sua bandeira e o seu público, com comunicação visual que faz o motorista escolher o seu posto antes de chegar na esquina. Veja no portfólio o que isso significa na prática, em postos de todo o Brasil.
E se quer entender o setor sem gastar com viagem, temos guias gratuitos sobre quanto custa montar um posto, bandeira branca ou bandeira e as marcas de postos no Brasil.
Perguntas frequentes
A ExpoPostos 2026 já aconteceu?
Sim, de 8 a 10 de setembro de 2026, no São Paulo Expo. A próxima edição deve acontecer em 2027, também em São Paulo.
Quanto custa ir na ExpoPostos?
O credenciamento é gratuito até alguns dias antes e custa R$ 50 depois. O Fórum Internacional é pago à parte. O custo real está em viagem, hotel e dias fora da operação, que somam de R$ 3.000 a R$ 6.000 por pessoa.
Tem empresa de projeto e comunicação visual de postos na feira?
Muito pouco. A feira é dominada por fornecedores de equipamento, combustível, automação e conveniência. Os escritórios que lideram projeto e identidade visual de postos no Brasil não expuseram em 2026.
Vale a pena ir na ExpoPostos 2027?
Vale se você vai comprar equipamento em volume, abrir posto novo ou negociar bandeira. Para se atualizar ou resolver imagem e projeto, não.
Veja também: bandeiramento de posto, totens para posto e o que vender na conveniência.


